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Site sobre a rua Augusta de Lisboa


  Exprimente este sistema criado por Fernando Ramalho no link em baixo:

   www.ruaaugusta.eu/modelo/administrar.php  

  É na Baixa Pombalina de Lisboa que se situa a Rua Augusta entre as maiores praças da nossa capital oa Praça do Comércio e a Praça do Rossio.

É uma zona de excelência de lojas de moda, bancos e de esplanadas entre outros,

ao longo da sua formosa caminhada entre as referidas praças. Sem trânsito e com bonitos desenhos de arabescos em basalto negro e branco é um convite ameno na cidade.

Percorrendo-a divisamos um Arco que é o mais masjestoso de todalll esta Rua. No topo do mesmo um relógio vetusto e que nos alegra ao passar com a sua espontaneidade. Daqui avistamos o fim da Praça do Comércio que é a zona política de muitos Ministérios, o Rio Tejo com seu largo caudal.

Nestas duas Praças muitos episódios políticos de grande monta se passaram ao longo dos séculos.

Alguns deles viraram por completo a História do nosso País como no caso da Praça do Comércio

o acabar do jugo espanhol com o atirar pela janela de um dos tiranos ocupacionistas. O assassinato do Rei D.Carlos e herdeiro e fim da Monarquia e instauração da Républica. Mais tarde o fim do fascismo como ponto de reunão do Movimento das Forças Armadas restituindo ao País sua liberdade novamente no progresso político.

Em contraste a Inquisição aqui fez autos de fé que são condenações à morte por fogueira a pessoa livre o mais, em ambas as Praças.

Protestos, artistas de rua e manifestações culturais aqui se ouvem.

Na Praça do Rossio encontra-se a Estátua do Rei Dom Pedro IV de Portugal no topo de uma coluna que foi o primeiro soberano no Brasil e que por este se tornou Independente e também Imperador no mesmo.

No Terreiro do Paço designação por que se conheceu e ainda a dita Praça do Comércio e também ao centro da mesma a estátua equestre do Rei Dom José I e aonde foi residência Real por cerca de quatrocentos anos e o maior largo da nossa capital.

Aqui se fazem muitas exposições ao ar livre, protestos e no Natal por vezes aí uma árvore gigante de dois milhões de luzes e estrutura metálica toda enfeitada. A maior da Europa.

O Arco do Triunfo da Rua Augusta foi eregido em memória da reconstrução de Lisboa depois do terramoto de 1755. Por duas vezes sendo a primeira demolida e da autoria de Veríssimo Costa o actual e inaugurado em 1873.

No topo da mesma temos de Anatole Calmels as esculturas de Glória coroando o Génio e o Valor.

Mais abaixo e no plano intermédio e ladeando o mesmo temos do escultor Vitor Bastos as figuras de Viriato, Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama e Marquês de Pombal figuras ao longo do nosso Património e algumas discussões houve na época acerca de quem nos representaria. Ladeando estas as figuras vetustas dos rios Tejo e Douro.

A Rua Augusta assenta por sobre colunas de madeira que estão dentro de água e são o sustentáculo desta zona da Baixa.

Sob a mesma se encontram vestígios do passado bem patenteadas num dos Museus mostrando as diferentes vidas e ocupações a que Lisboa foi dando origem desde 700 anos a. C.

Existem também galerias romanas ou criptopórticos que são estruturas de galerias enormes que permitem em terrenos irregulares a construção de grandes edifícios em tempos recuados e que no fundo acabaram de servir de base também à estrutura da baixa pombalina e ainda anteriores a Cristo.

Fruto de várias revoluções e mudanças os projectos foram ficando adiados.

A rua foi eregida em 1940 por ocasião da Exposição Internacional que se realizava em Lisboa.

É de construção anti-símica e medidas antí-fogo e com materiais pré-construidos em granito e por isso de igual similaride o seu casario o que na realidade é um caso bem desenvolvido para a época e com aproveitamento desigual da fachada para as ruas laterais e igual entre si.

Enfim o Mundo livre poderia sim ser assim talvez mas a Rua encerra as suas tradições.

Duas inscrições de salientar na Rua. A primeira em latim no topo do Arco e que simboliza o fervor das descobertas e do Mundo exterior. "Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas."

Cerca do relógio encontra-se uma lápide negra muito famosa também e aonde os turistas tiram fotos e a admiram. Diz: Onde os homens estão condenados a viver na miséria, aí os direitos Humanos são violados. Unir-se para os fazer respeitar é um dever sagrado."

E está assinado Joseph Wresinski _ 17 de Outubro de 1987

É uma cópia da que se encontra cerca da torre Eiffel em Paris honrando a Declaração Universal dos Direitos Humanos ali assinada em 1948 e em honra das vítimas da pobreza.

De um lado o relógio do outro o escudo Real e entre eles e no interior do Arco na abóbada uma roseta encimam com este o início da Rua Augusta no fundo do vale bonito da cidade.

 Texto escrito por Fernando Ramalho